28 de novembro de 2015

Decepções...

Tem aqueles dias que aquilo que mais queremos é que eles se apaguem do calendário, da nossa memória, de tudo o que nos lembre os acontecimentos por eles marcados. Lembrar deles nos traz tristeza, mágoa e decepção, tanto sentimento ruim misturado que parece não valer a pena sua existência. Percebi, porém, que é preciso pensar no que aconteceria se esses malditos dias não tivessem acontecido. E é aí que chega aquela tal pergunta: será que eu seria quem sou hoje se não tivesse me decepcionado lá atrás?
E a resposta é mais óbvia que a pergunta: Não! Somos marcados por cada derrota, e por cada conquista; por cada tristeza, e por cada alegria; por cada lágrima e por cada sorriso. Cada mágoa nos torna mais fortes, e cada satisfação nos dá mais coragem para ir além. Saber disso, é claro, não impede que fiquemos tristes, despedaçados, partidos em vários pedacinhos. Porque é difícil admitir que escolhemos errado, que não previmos aquilo que poderia acontecer, aquilo que aconteceu, que não vimos o perigo antes de arriscar; ou que vimos, mas não fomos capazes de recuar a tempo. 
Às vezes fazemos de tudo por alguém. Apoiamos, incentivamos, em certos momentos até discordamos, mas sempre tentando deixá-lo melhor. Então chega a vida e mostra que nem todo mundo é como você,  que aquela pessoa que você sempre ajudou nem percebe quando tem algo errado, que aquele que você, mesmo não sendo tão afetivo assim, abraçou nos momentos difíceis, hoje nem te cumprimenta direito. É difícil aceitar que não é recíproco, que não trata da mesma maneira. Mas é preciso. Se apagarmos da nossa memória, continuaremos sempre sofrendo e deixando o sentimento escondido em um cantinho lá no fundo do coração. Só que um dia isso explode, toma rumos que não sabemos explicar. 
Se cada experiência vem para acrescentar, vamos então enxergar nelas o que podemos tirar de lição, vamos aproveitá-la para crescer, ser melhor, não cometer o mesmo erro outra vez. Precisamos perceber que, muitas vezes, não dá certo. E que, geralmente, a culpa não é de um só...

9 de novembro de 2015

Solidão...

De repente, eu quis escrever sobre algo que me atormenta: a solidão. Acho que somos todos um pouco solitários, mesmo estando rodeados de pessoas amigas. Tem gente que sai da nossa vida aos poucos, vai recolhendo vestígios, indo com calma, até desaparecer totalmente. Sem perceber, fomos inocentes o suficiente para deixá-la partir. O telefone não é mais o mesmo, as coisas em comum sumiram, a convivência esgotou, apenas o vazio sobrou. 
Acho que amizades e amores longos têm dessas coisas. Mesmo que encontremos alguém melhor, que nos faz mais feliz e nos deixa mais completos, aquela saudade não vai deixar de existir. Porque, afinal, quantas coisas compartilhamos com aquela pessoa que hoje nem mais faz parte da nossa vida? Eu penso muito nisso, e tenho vontade de reviver tudo aquilo, de não deixar sumir de novo. Mas a verdade é que, no fim, eu não teria como impedir. 
É só que dói.  Dói muito ver aquela pessoa que te conheceu melhor do que ninguém andando com outro alguém por aí.  Imagino se já iludi assim. Acho que não, espero que não. Porque, de qualquer forma, aquela pessoa acompanhou alguma parte da minha vida, e seria injusto se eu deixasse tudo pra lá. Acho que não deixei. Acho que foi ela quem deixou  Mas, no fundo, eu deixei... partir. 
Quando penso nisso, sinto solidão, e as lembranças me atormentam. Porque a gente nunca brigou de verdade, a gente simplesmente se afastou, assim, do nada.